Deixe tudo pra lá na Hideaway

Primos no pós show

Pra botar logo o pé na porta, vou colocar um vídeo muito legal filmado pelo Nuno Boggiss dos Primos tocando Deixe tudo pra lá, na Hideaway, em maio de 2005, com a formação que fizemos mais shows:

Vozes: Renata Muniz, Léo Muniz, Fabinho e Marquinhos
Guitarras: Léo Muniz e Marquinhos
Baixo: João Felipe
Bateria: Fabinho

bandeirão logo primos

bandeirão logo primos

Esse show contou com a participação ativa da Carem Mércio que, junto com a Renata, confeccionou camisas especiais, com tintas que refletiam na luz negra. Ela ainda fez, em uma caixa de sapato, um jogo de espelhos para direcionar a luz negra pro palco. Muito maneiro! Além disso ainda rolou a confecção de um bandeirão escrito Primos! Que honra! Esse envolvimento das pessoas que estavam com a gente sempre nos davam ainda mais ânimo para ir adiante. A música tá meio acelerada, o Nuno botou o dedo no microfone no meio da gravação, mas dá pra perceber o clima que rolava nos nossos shows!! Espero que gostem.

 

Deixe tudo pra lá
Letra e música: Léo Muniz

Chorar por quê?
Um dia você vai esquecer
E vai levantar
Sem ninguém para ajudar
Não precisar pirar
Nem mesmo se descabelar
Pois tudo vai passar
O tempo vai curar

As feridas e tudo que te atormentou
Pára com esse caos por tão pouco, meu amor
Viva sua vida e deixe tudo pra lá
Pois ela é muito curta
Você tem mais que aproveitar

Toma um banho
Sai de casa
Você precisa relaxar
Seus amigos tão te esperando
E você deixando a vida passar (bis)

Não vá desistir
Problemas são pra corrigir
E você nem vai notar
Pois o tempo já fechou

As feridas e tudo que te atormentou
Todo aquele caos foi por pouco, meu amor
Viva sua vida e deixe tudo pra lá
Pois ela é muito curta
Você tem mais que aproveitar

Toma um banho
Sai de casa
Você precisa relaxar
Com seus amigos comemorando
Curtindo a noite
Sem parar

 

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Um pouco da história dos Primos

Primos posandinho pra foto

A afinidade musical nasceu nas despreocupadas tardes de férias que Léo Muniz e Fabinho passavam juntos entre 1994 e 1997. Os primos se uniam, pegavam violões, abriam uma revistinha qualquer de cifras (não existiam cifras na internet naquela época) e arriscavam acordes tortos e segundas vozes. A Renata ficava de butuca, cantando de vez em quando. Isso foi registrado algumas vezes em fita K7 que, infelizmente, não faço idéia de onde esteja (se um dia achar, faço outro post). Em 1997, nos juntamos ao primo Henrique César que contava com uma considerável estrutura para ensaiarmos em sua casa. E assim, nasceram os Primos… ensaiando horas a fio por vários fins de semana regados à lasanha e coca-cola (obrigado aos queridos Henrique e Graça, tanto pelo espaço, mas principalmente pela acolhida, com comida e a geladeira sempre cheia de refrigerante e cerveja).

Passamos os anos seguintes tocando em festas de família e fazendo pequenos shows de covers e versões para amigos (Magique Show, Maxims – na Torre do Rio Sul – , Colégio Santo Inácio, Ballroom,  e uma outra boate na Lagoa que esqueci o nome – alguém? no Rock Memória). Enquanto isso todos nossos parentes nos chamavam de Primos: “vamos ao churrasco que os primos vão tocar”, “vamos no show dos primos”… era um tal de Primos pra lá, Primos pra cá. Mas não gostávamos desse nome e isso nos fez passar horas e horas discutindo um possível nome para banda. Assim escolhemos o primeiro: Pater Noster.

Logo da Pater Noster - primeiro nome dos Primos

Logo da Pater Noster

Oi? Pater Noster? Horrível, né? Pois é. A gente comete erros na vida. Se não me engano, fizemos somente um show com esse nome. “Mas vocês são uma banda gospel?” foi a pergunta que mais ouvimos, óbvio. Com o tempo resolvemos aceitar que nosso nome era Primos. Já havia sido dado pela nossa própria família e não tinha mais como fugir.

Lá pelo ano 2000, o primo César saiu da banda, pois preferia tocar heavy metal. Desde então foi um entra e sai quase impossível de escrever aqui. Todas as pessoas que estão na página de Quem Fomos passaram pela banda de alguma forma, alguns mais de uma vez, inclusive tocando instrumentos diferentes. O Marquinhos foi baterista e depois guitarrista, invertendo com o Fabinho que da guitarra foi para a bateria, além de ter tocado saxofone. O Nuno Boggiss entrou para tocar teclado, saiu e voltou tocando baixo. Eu (Léo Muniz) toquei bateria num único show em Belo Horizonte que o Fábio não pode ir (e o querido Fleuryzinho me substituiu de maneira excelente de improviso na guitarra). E assim seguimos, nos revezando, conhecendo gente, mudando a formação e sempre fazendo o que mais adoramos: música.

Set lists dos primeiros shows dos Primos

Set lists dos primeiros shows dos Primos

A primeira música composta foi em 1999, pelo Dudu Silva (com pequena colaboração do Léo Muniz) para um trabalho de geografia sobre a ditadura militar: Porões da Ditadura. Depois outras foram surgindo lentamente: Eu quero paz (Renata e Léo Muniz),  Tempo Indefinido (Léo Muniz e Dudu Silva)… mas foi no final de 2003 que a vontade de fazer um trabalho autoral aumentou e entre os anos de 2004 e 2005 todas as outras músicas foram compostas (a maioria por mim) e foi a época que mais fizemos shows:

  • Canecão
  • Far Up (4x, incluindo o festival Pocket Rock)
  • Hideaway
  • Babilônia Feira Hype
  • Quebramar
  • Ace Café & Fun
  • Espaço Rebel
  • Espírito das Artes
  • Fazendinha (BH)
  • MELT
  • Pistache

Tudo isso culminou com a gravação de um CD num estúdio profissional em 2006 e 2007 (falecido estúdio Audiorama) que, por incrível que pareça, ainda não masterizamos (vou terminá-lo em breve para divulgá-lo aqui, prometo). E depois disso, adormecemos… Sem um motivo exato, sem explicações. O tempo simplesmente levou, como leva tantas coisas na nossa vida. Mas as lembranças são ótimas e começarei a contá-las com mais detalhes nos próximos posts.

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Primos no fundo do armário

Resolvi criar esse blog para, aos poucos, publicar todo o material que tenho guardado no fundo do armário (literalmente) dos tempos áureos em que ainda achava que minha banda, Primos, iria estourar Brasil afora. O motivo? Outro dia procurei na internet por canções da falecida banda Reverse, que tinha como vocalista o talentoso Daniel Lopes, e que embalaram o início do meu namoro (que levou ao meu casamento). Infelizmente não encontrei quase nada, apenas a letra de Só Você no Música.com.br (e alguns outros sites agregadores de conteúdo similares), com um vídeo mal gravado e pela metade… as gravações da época ficam na memória, com letras cheias de espaços em branco…

Primos pós Ensaio

Formação mais duradoura dos Primos no estúdio ATG, do baterista Alex Curi

Talvez seja pretensão imaginar que algumas pessoas vão procurar por conteúdo dos Primos na internet (até hoje existia somente um antigo site em flash, lançado em Nov 2004). Mas como já tocamos no Canecão (pelo festival Tosembanda), já fizemos shows para 400 e 500 pessoas, já tivemos uma de nossas músicas executada na MTV (1 Minuto) e diversas outras tocando em rádios de algumas cidades do interior (além de vários amigos suspeitos declarando seu amor pelo nosso trabalho) resolvi disponibilizar tudo que encontrei aqui e se ninguém quiser ouvir, ao menos fica como memória para mim mesmo, pois um dia provavelmente os CDs no fundo do armário irão mofar e, na internet, é provável que eu consiga preservar lembranças de um tempo muito gostoso e importante na minha vida. =D

Posso adiantar que algumas coisas que vou publicar aqui são INÉDITAS (Yeah!!)! Como, por exemplo, o CD “O mundo não precisa ser tão sério” que gravamos profissionalmente em 2006/2007 e que, quase sem querer, arquivamos devido aos momentos que estávamos em nossas vidas e que nos impediram de seguir adiante…

Para terminar o início desse revival, deixo dois vídeos dos Primos publicados no youtube ainda naquela época:

ps.: criei um logo novo. Gostou? Não? Tudo bem… Não tenho mais o arquivo do logo antigo e, apesar de bonito, ele era bem 2004. Escolhi rapidamente uma fonte no Google Fonts, sem perguntar a opinião de absolutamente ninguém e tá feito. Como expliquei acima, o objetivo aqui não é ter uma marca e layout fodas para encantar a todos. Deixa rolar… =D

ps.: apesar do post ter sido publicado no dia primeiro de Abril, tudo que disse aqui é verdade… ou não.

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